quarta-feira, 12 de junho de 2013



O TEMPO É BREVE

No meu sonho sou uma gaivota e o convido para voar comigo.
Lá do alto podemos ver tão pequeninos os problemas que julgávamos tão grandes.
Lá do alto podemos ver que os homens se esquecem que o tempo é breve.
Breve o momento. E devemos vivê-lo da melhor forma, porque ele passa irremediavelmente.
Esquecem que ele não é medido de forma acertada.
O tempo, às vezes, é só uma piada.
Piscamos os olhos e estamos cá, piscamos de novo e estamos lá.
Tudo isso que a carne pensa ser real é uma ilusão.
Os problemas todos têm solução.
A solução está em aliviarmos o coração.
Sobrevoamos o mar. Que imensidão!
Há como parar?
Não há! O ir e vir vem contar que o tempo está sempre a passar.
Mas o ir e vir é uma maneira de nos fazer enxergar que a vida nunca vai se acabar.
Corrigindo erros, aprimorando-se. Aperfeiçoando-se os seres se transportam pelos tempos.
O tempo fecha portas e reabre outras.
O que temos a temer se nunca vamos morrer? Se o tempo vive a nos levar e a nos trazer...
Sou gaivota, sou poeta. Ando pelos tempos buscando, absorvendo o que me rodeia, porque meu espírito busca sempre o encantamento do momento.
Quando voo sinto que a liberdade é primordial, é ela que me faz enxergar que meu ser nunca vai estacionar ou se acabar.
Meu ser existe desde sempre e assim continuará.
Descobri o quanto é bom ser uma gaivota e meu voo alcança as estrelas. Alcança sensações inarráveis.
Meu sonho é azul. É um sonho todo azul.
As asas, nós as temos...

E a vastidão vive a nos chamar.

sonia delsin 

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