UMA JANELA PARA O SUL... OUTRA CENA
Da janela vejo o sol
Flores
Um jardim
Da janela vejo alguém acenando
É o passado voltando
Para mim
Custo a crer
Então esfrego os olhos
Custo a crer
Então abro as pestanas preguiçosamente
Amorosamente
Lembro frases, olhares
Lembro de ti
Com tuas grandes mãos
Com teu olhar penetrante
Digo ao vento
Digo que eu te amo
Que nunca te esqueci
...
Vai, vento
Leva esta mensagem
O vento me diz que ele está distante
Eu digo que não
Que ele nunca deixou de estar no meu coração
...
Paizinho amado
O teatro está armado
O palco pronto
O pano desceu quando tu morreste
Desceu e eu não entendia
Era outra cena que começaria
sonia delsin
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