sábado, 15 de junho de 2013



UMA JANELA PARA O SUL... OUTRA CENA

Da janela vejo o sol
Flores
Um jardim

Da janela vejo alguém acenando
É o passado voltando
Para mim

Custo a crer
Então esfrego os olhos
Custo a crer
Então abro as pestanas preguiçosamente
Amorosamente


Lembro frases, olhares
Lembro de ti
Com tuas grandes mãos
Com teu olhar penetrante

Digo ao vento
Digo que eu te amo
Que nunca te esqueci
...
Vai, vento
Leva esta mensagem

O vento me diz que ele está distante
Eu digo que não
Que ele nunca deixou de estar no meu coração
...
Paizinho amado
O teatro está armado
O palco pronto
O pano desceu quando tu morreste
Desceu e eu não entendia

Era outra cena que começaria

sonia delsin 

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