quinta-feira, 13 de junho de 2013



AOS CÉUS NÃO IMPLORO

Quem sabe amanhã,
venhas reclamar:
Por que fui te amar?
...
Quem sabe até sinta gratidão pelo que viveu.
Quem por amor não sofreu?
...
Quem sabe se não vais dizer que fui tua desgraça?
...
ou teu bem?
...
tua graça?

Se te prometo o céu?
Não sou de fazer promessas.
Apenas deixo existir o que vem.
Penso que amar é o maior bem
Se vais te desiludir?
Como podemos prever o que está por vir?

O hoje ao tempo do hoje pertence.
O futuro ignoro.
Aos céus não imploro.
Tudo nasce naturalmente.
Podemos eternizar o momento.
Pra que pensar se virá sofrimento?

Quando ganhamos um presente o ideal é abri-lo.
Explorá-lo.
Beijá-lo.


E não questioná-lo.

sonia delsin  

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