quinta-feira, 13 de junho de 2013



FRAGILIDADE

Demora-se o olhar na flor.
Acariciando as pétalas.
Folha ao vento.
Passou por tanto tormento.
Descansa agora.
Tudo ficou no outrora.
A lágrima sentida.
A alma dolorida.

Os dedos imóveis não tocam a flor que balança.
Sua alma é peralta criança.
Gosta de admirar.
Ama observar.

Mais tarde segue em frente.
Chegou o tempo diferente.
Tempo de amor correspondido.

Tudo ganhou outro sentido.

sonia delsin

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