PARA LER COM O CORAÇÃO
Eu te envio este poema.
Guarde como uma
recordação.
É para ler com o coração.
Eu o escrevi numa tarde
quente.
Quando nem a menor brisa
me chegava.
Triste eu estava.
E tão sozinha.
Era uma tarde tão minha.
Me coloquei a pensar.
Num tempo distante.
Num tempo em que nós dois
conjugávamos o verbo amar.
Será que a vida consegue
apagar?
Será que apenas cinzas
podem sobrar?
Tanto fogo, tanta paixão
não podem simplesmente acabar.
Nunca vou me conformar.
sonia delsin

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