quinta-feira, 13 de junho de 2013



MATA-ME E AINDA ASSIM...

Mata-me e ainda assim eu digo que te amo
Eu não reclamo
Da tua indiferença
Do teu jeito estranho
Só reclamo da tua ausência
Mas algo no fundo do coração me diz:
Paciência
Eu tento
Tento ser paciente
Tento entender este homem diferente
É custoso
E tão gostoso
Mata-me e eu morro feliz
Dizendo que ao teu lado tudo é tão bom que esqueço tudo que me fazes sofrer
Juro que tento
Tento te entender

Este ser contraditório que sou cansou-se
Quero me sentar à beira do caminho
E ficar espiando... espiando...
O meu verdadeiro lar

Eu posso voar até lá
Mas como falei, estou cansada
Parece que tenho uma asa machucada

Quem me feriu assim?
Fui espiar a rosa do jardim
E os espinhos...
Ah, os espinhos
Me feriram a alma

Calma
Eu preciso ter calma
E descansar
Vou me fortalecer e depois vou viajar
Vou lá do alto acenar
Para alguém que nunca conseguiu me acompanhar

sonia delsin 

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